Lula anuncia canetas emagrecedoras no SUS e cobra critério: “Se for jovem e saudável, vai malhar”

Anúncio foi feito nesta quinta-feira (17), durante visita ao novo Complexo Industrial da Eurofarma, em Montes Claros (MG), ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha

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Lula (PT) anunciou nesta quinta-feira (17) que canetas emagrecedoras vão passar a integrar o tratamento de pacientes com obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS) (Foto: Redes sociais, Reprodução e Banco de imagens)

O presidente Lula (PT) anunciou nesta quinta-feira (17) que canetas emagrecedoras vão passar a integrar o tratamento de pacientes com obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio foi feito durante visita ao novo Complexo Industrial da Eurofarma, em Montes Claros (MG), ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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Segundo Lula, a oferta será gratuita e dependerá de indicação médica.

“Essa tal dessa canetinha que ele falou aí, a canetinha mágica. Primeiro, Padilha, você tem que fazer um favor. É preciso ter um acordo com os médicos, porque não pode ficar receitando caneta a torto e a direito. Ou seja, nós temos que fazer uma diferença. Tem gente que, para emagrecer, é preciso reeducar do ponto de vista alimentar”, disse Lula.

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Segundo Lula, a prescrição deverá levar em conta a necessidade de cada paciente.

Então, os médicos também têm que contribuir, porque daqui a pouco vai ter gente distribuindo canetinha pra tudo quanto lado, vai ter deputado, candidato, jogando caneta pro povo. ‘Tá aqui a caneta!’ Não é assim. Isso é irresponsabilidade. A pessoa tem que saber se pode ou não tomar, se vai fazer bem para a saúde ou não. Se a pessoa for igual à Dandara [em referência à deputada Dandara Tonantzin, do PT-MG], jovem e saudável, vai malhar, porra. Vai andar, vai comprar pão a pé, vai namorar a pé.

Protocolo para definir quem terá acesso

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo trabalha para levar o tratamento ao SUS com critérios definidos para pacientes que mais podem se beneficiar, como pessoas com obesidade grave, doenças associadas ou indicação para cirurgia bariátrica.

Um protocolo já está sendo testado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, com cerca de 250 pacientes. A experiência servirá de base para definir quem poderá receber o medicamento e em quais condições.

“Vamos deixar pronto o protocolo para colocar no SUS no país inteiro de forma responsável”, afirmou Padilha.

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