O debate de candidatos ao Senado por Santa Catarina nas Eleições 2026 teve abraços de condolências entre candidatos, críticas aos nomes do PL, que não compareceram, e discussão sobre a Medida Provisória anunciada pelo governo federal horas antes do debate, determinando o fim das bets.
O candidato Lunelli (MDB) soube momentos antes do debate da morte do marqueteiro de sua campanha, o publicitário Elias Raasch. Antes do início do debate, ele recebeu cumprimentos de condolências do candidato Esperidião Amin (PP), companheiro de chapa. Amin também citou o episódio na primeira manifestação no debate, valorizando a presença do emedebista no debate, criticando indiretamente a ausência dos nomes do PL. Lunelli também abriu sua participação prestando homenagem ao colega de equipe.
A presença no debate foi um assunto também nos bastidores que antecederam a atração. O candidato Afrânio Boppré (PSOL) comentou a troca de ataques políticos feita ao longo da tarde entre os adversários Amin e Carlos Bolsonaro (PL). Após brincar que neste caso “torce pela briga”, ele leu uma resposta dada em entrevista em que enumerou todos os pontos que segundo ele pesam contra o ex-vereador carioca que concorre ao Senado por SC.
Veja fotos do debate com candidatos ao Senado em SC
Carlos Bolsonaro também era assunto na preparação do candidato Jeferson Rocha (PRD). O concorrente contou que prefere anotar à mão as informações que leva como material de apoio sobre os temas do debate e brincou que estava “psicografando” os últimos recados. Sorteado para fazer a primeira pergunta, em bloco de tema livre, Jeferson planejou uma pergunta sobre denúncias contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para abrir o debate, que acabou sendo direcionada a Amin.
“Ausência” inesperada e MP das Bets
Como ocorreu no debate do NSC Total, em agosto, Jeferson levou na equipe o candidato do partido a governador Ralf Zimmer (PRD). Ralf novamente brincou com os outros candidatos e chegou a brincar com uma “declaração de voto” em Amin contra Carlos Bolsonaro antes de entrarem no estúdio. Ao final do debate, o colega de chapa Jeferson Rocha também “anunciou o segundo voto” em Amin, afirmando que o senador “o conquistou”.
Após o debate começar, no entanto, Ralf se tornou mais uma “ausência” no debate. Isso porque decidiu deixar o estúdio, onde acompanhava Jeferson na condição de assessor, após ouvir um áudio no celular em volume alto.
Antes do debate, enquanto aguardava o chamado ao estúdio, Esperidião Amin aproveitava para ler em detalhes o texto da Medida Provisória (MP) anunciada horas antes pelo governo Lula para acabar com as casas de apostas on-line, as chamadas bets. O concorrente comentou o assunto com jornalistas e lembrou que a regulamentação das bets e a própria criação da Secretaria de Prêmios e Apostas ocorreram no atual governo Lula, indicando que a medida teria ocorrido por “remorso” do petista.
Antes do debate, a MP das bets também foi assunto na sala em que Décio Lima (PT) aguardava o debate. O petista comentou com jornalistas o impacto financeiro e social das apostas e elogiou a medida. Já no estúdio, em clima de cortesia, Décio elogiou a jaqueta azul de Jeferson Rocha dizendo ter uma igual, e ouviu do candidato do PRD uma resposta humilde:
“Paguei metade do preço, porque agora está acabando o inverno”.
Ao fim do debate, Amin e Afrânio retomaram uma discussão mais forte feita ao longo do debate sobre corrupção. Em poucos segundos, no entanto, o clima amistoso retornou. Ao cumprimentar Décio Lima, Lunelli perguntou em tom de brincadeira de onde viria o dinheiro para custear o fim da escala 6×1, ao que o petista respondeu:
“Das grandes fortunas, de algumas declarações de bens da Justiça Eleitoral”, brincou.
O debate da NSC convidou os sete candidatos ao Senado por SC de partidos, federações ou coligações com representação mínima no Congresso Nacional, conforme prevê a legislação eleitoral. Participaram os candidatos Afrânio Boppré (PSOL), Décio Lima (PT), Esperidião Amin (PP), Jeferson Rocha (PRD) e Lunelli (MDB). A candidata Carol de Toni (PL) confirmou presença, mas informou horas antes do debate que não compareceria. Por isso, a cadeira e a placa com o nome dela permaneceram no estúdio, conforme previam as regras assinadas pelas equipes dos candidatos. O candidato Carlos Bolsonaro (PL) não aceitou o convite para o debate.


















