Pouco mais de um ano após o anúncio, a fusão entre a Baumgarten e as alemãs X-Label e Rako – que criou a terceira maior força mundial do mercado gráfico, com 25 unidades produtivas, 3 mil funcionários, mais de 5 mil clientes e 60 bilhões de rótulos e etiquetas impressos por ano – continua acontecendo internamente.
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Pela proximidade, a integração começou pelas duas companhias europeias. Em 2018 esse processo vai avançar, incluindo a empresa do Vale, projeta o executivo Ronaldo Baumgarten Jr.
— O mais importante não é fechar a fusão, é fazer com que ela seja uma operação inteligente e sólida. Nós não temos pressa — pondera o empresário, que por ora segue como nome importante no dia a dia dos negócios, embora a expectativa inicial fosse a de uma migração para o conselho de administração da nova companhia.
O surgimento da All4Labels, como passou a ser chamado o grupo, no entanto, já traz resultados importantes para a indústria gráfica de Blumenau.
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Sob o guarda-chuva de uma marca global, a empresa conseguiu melhorar custos na compra de insumos, matérias-primas e equipamentos, ampliando sua competitividade no mercado. Novos clientes foram conquistados também no México e na Argentina, onde a Baumgarten mantém fábricas, além do Caribe.
Crescimento na crise
Restrito a um contrato de confidencialidade com os novos sócios, Ronaldo não abre números gerais da operação, mas revela que mesmo em um ano ainda de recuperação da economia a Baumgarten obteve bons volumes de produção e vai avançar dois dígitos. Só no Brasil a companhia fatura em torno de R$ 280 milhões.
O crescimento do grupo como um todo, conforme o empresário, também segue um bom ritmo. Um dos primeiros movimentos já como All4Labels foi a abertura de uma nova fábrica em Guangzhou, na China, em fevereiro.
Alerta ligado em 2018
Ano de eleição sempre é desafiador, mas para a Baumgarten há um componente extra. Apesar de enxergar melhora na economia, a empresa está de olho em como os rumos da política tendem a influenciar o câmbio. Essa é uma questão estratégica, já que a companhia importa muitos insumos e matérias-primas em dólar:
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— O ano de 2018 vai ser um grande desafio e a luta vai ser dura. A eleição nos traz uma incerteza muito grande. Esse é um risco. O que vai nos atingir mais é justamente essa flutuação cambial que existe hoje em virtude de especulações políticas.
